Direção: Tom Vaughan
Elenco: Cameron Diaz, Ashton Kutcher, Rob Corddry
Sinopse: Em Las Vegas, duas pessoas se casam por engano depois de beberem muito na noite anterior. Na mesma ocasião, o casal descobre ter ganhado uma grande quantidade de dinheiro em um cassino. Os dois tentam enganar um ao outro para conseguir ficar com a quantia, mas no caminho acabam se apaixonando.

Quando você entra numa sala para ver um filme do naipe de “Jogo de Amor em Las Vegas” (What Happens in Vegas, EUA, 2008) você sabe que não vai encontrar muita coisa, digamos, artística, mas nem assim o espectador médio consegue deixar de ver filmes como esse. Tudo bem, é escapismo, ainda que o máximo proporcionado sejam umas risadas e um final feliz previsível.
A velha fórmula do casal que se odeia, mas vai descobrir o amor a certa altura, aqui ganha até certa graça na relação de Jack Fuller (Ashton Kutcher) e Joy McNally (Cameron Diaz). Depois de uma incrível noitada na cidade-título, os dois acabam se casando numa daquelas igrejas onde até Britney Spears já contraiu matrimônio. A ressaca moral na manhã seguinte culmina em briga entre os dois e também numa bolada de 3 milhões ganhos numa máquina caça-níquel. Quem vai ficar com a grana? Ninguém, segundo o juiz que cuida do divórcio dos dois, a menos que eles aprendam a se tolerar durante seis meses.
O passo seguinte na história é o melhor de “Jogo de Amor”, quando Kutcher e Cameron tratam de se sabotar mutuamente para ver quem pede arrêgo antes. As boas armadilhas e as implicâncias do dia-a-dia são a garantia de que o filme não se perca por inteiro, por que se dependesse do restante do roteiro as coisas não animariam muito. O esquematismo da história é tão evidente que só falta aparecer na história Ato I – Encontro, Ato II – Ódio, Ato III - Amor eterno. Nem os personagens secundários ajudam muito, sendo nada mais que meros chatos tentando fazer graça - a exceção é o chefe de Joy, vivido por Dennis Farina.
Mas como o primeiro parágrafo dessa crítica já adiantou, todo ano milhares de fitas dessa espécie entram em cartaz e se tratam, sem exceção, de pura fuga, se há uma ou outra piada interessante, melhor. Porém não vá levar a sério ou pôr na lista de seus favoritos, pode ser um pouco embaraçoso.
Nota: 6
Por Vinícius Ferreira
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